"Filha, tu vais ficar sozinha assim"
Já disse uma vez minha grande sábia.
Rebelde, quis voar como uma águia,
sem crer naquela que cuidou de mim.
Mesmo sabendo que teria fim,
mas sem saber o que vinha na frente,
encontrei uma paixão de repente.
Com o coração feito tamborim,
sem saber, me roubou parte de mim
aquele tal alguém tão diferente.
É tão difícil acreditar agora,
pois, saiba, me encontro muito perdida,
e não sei mais o que faço da vida!
A saudade não tem dia nem hora,
e meu ser antes forte, agora chora:
- o alguém já não me guarda no peito!
Portanto, meu coração com defeito,
entrego ao mar, ao céu e, tempestade:
lhes peço, mate minh'alma e a saudade
pois o veneno já não faz efeito.
Meu amor, quero dizer
sinto que acabou assim,
que não goste mais de mim.
Sei que tenho que entender:
nunca o que quero vou ter.
Se quero você comigo,
mas já não sou seu abrigo,
não precisa continuar.
Meu rumo vou procurar
e te guardar como amigo.
Se não quer mais conversar
já sei que não me quer tanto,
pois mesmo ao me ver em pranto
não veio me acalentar,
então não vai encontrar
o melhor que em mim há.
Se isso quer, assim será.
Só quero que encontre a paz.
Saiba: o bem que me faz,
eu sei que ninguém fará.
Juro que não mais te chamo:
não precisa mais ligar
se não tem o que falar.
Sabe, de tudo eu reclamo,
mas é porque eu te amo
Não aguento essa maldade
que me faz a tal saudade
E então por doer tanto
faço da tristeza canto
debaixo da tempestade
Livia K.
Em 2008/2009
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Luz
Eu achava que se eu fosse bem sucedida, as pessoas "não bem-sucedidas" poderiam ficar tristes.
Mas se eu brilho, se eu sou luz, não tenho como ofuscar ninguém.
Se eu brilho, eu ilumino o outro.
Se eu ilumino o outro, estou trazendo luz a ele.
E então brilhamos juntos.
20/09/2015
Mas se eu brilho, se eu sou luz, não tenho como ofuscar ninguém.
Se eu brilho, eu ilumino o outro.
Se eu ilumino o outro, estou trazendo luz a ele.
E então brilhamos juntos.
20/09/2015
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Devaneios para aliviar a alma...
Quando me sinto sozinha, fecho os olhos e imagino um lugar que eu encontre pessoas que me amam pelo que sou.
Sinto saudade dos meus pais, meus irmãos, minha família.
E é como se, cada vez que eu fosse embora, ficasse um pouco de mim...
E pra cada lugar que vou, sinto falta de algo que não sei.
Será que deixei pra trás?
Ou sempre faltou e nunca senti?
As vezes é como se eu não tivesse dado atenção suficiente, amor suficiente...
Como se eu não estivesse estado o suficiente com eles. Presente o suficiente.
Estar presente... ser presente... SER.
Eu paro, respiro fundo, na esperança de encontrar o que está faltando...
E é como se faltasse "eu mesma" em mim.
É como se eu estivesse longe de mim.
Me sinto vagando num mundo sem chão, sem caminho, sem destino.
E parece que isso é tudo.
Estaria eu presa em algum lugar? Parece...
Não sei.
Não sei de nada, não quero nada e não sinto nada...
Mas sinto.
E sinto que sei mas não sei onde está nada...
Onde está meu querer? Minha tristeza, minha alegria?
De onde vem? Por que vem?
Me bastaria não saber, se ela desaparecesse.
Mas se não some, preciso entender, ou (senão) minha mente não aquieta.
Ou não aquieta pela ânsia de entender o que não dá para ser entendido.
E por querer o que não pode ser querido (entender), fica ansiosa. Até entender o que não é para ser entendido.
22/09/2015
vésperas dos meus 30 anos.
Sinto saudade dos meus pais, meus irmãos, minha família.
E é como se, cada vez que eu fosse embora, ficasse um pouco de mim...
E pra cada lugar que vou, sinto falta de algo que não sei.
Será que deixei pra trás?
Ou sempre faltou e nunca senti?
As vezes é como se eu não tivesse dado atenção suficiente, amor suficiente...
Como se eu não estivesse estado o suficiente com eles. Presente o suficiente.
Estar presente... ser presente... SER.
Eu paro, respiro fundo, na esperança de encontrar o que está faltando...
E é como se faltasse "eu mesma" em mim.
É como se eu estivesse longe de mim.
Me sinto vagando num mundo sem chão, sem caminho, sem destino.
E parece que isso é tudo.
Estaria eu presa em algum lugar? Parece...
Não sei.
Não sei de nada, não quero nada e não sinto nada...
Mas sinto.
E sinto que sei mas não sei onde está nada...
Onde está meu querer? Minha tristeza, minha alegria?
De onde vem? Por que vem?
Me bastaria não saber, se ela desaparecesse.
Mas se não some, preciso entender, ou (senão) minha mente não aquieta.
Ou não aquieta pela ânsia de entender o que não dá para ser entendido.
E por querer o que não pode ser querido (entender), fica ansiosa. Até entender o que não é para ser entendido.
22/09/2015
vésperas dos meus 30 anos.
As vezes...
As vezes eu quero que o mundo entenda que estou mal, não para me acolher nem ter pena, mas para justificar minha ausência...
E outras vezes não quero é nada mesmo...
E outras vezes não quero é nada mesmo...
quarta-feira, 18 de junho de 2014
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